Em 2008, tivemos diversas notícias trágicas envolvendo a morte e desaparecimento de nossos jovens nikkeis.
Abaixo, as notas do site Nippo-Brasil e a matéria do site Assis Notícias:
Brasileiro que ia para o Japão morre em escala em Paris - 02/09 - 17h15
Oscar Kodama, 28, de Maringá, morreu, no último domingo, quando fazia escala em Paris, rumo ao Japão, onde ia para trabalhar. Kodama passou mal e chegou a ser medicado no aeroporto. Ao tentar embarcar novamente, se sentiu mal mais uma vez e, segundo informações do Itamaraty passadas a família do brasileiro, a ANA (All Nippon Airlines) companhia aérea em que viajava, teria achado estranho o comportamento dele e chamado a polícia. Depois de ser interrogado Kodama foi encaminhando para um hospital, chegando lá sem vida.
Brasileira desaparece depois de furacão em Porto Rico - 02/09 - 11h00
A brasileira Fernanda Okumura, 22, desapareceu depois de ser arrastada pelas águas do Rio Blanco de Naguabo, em Porto Rico. Um colombiano de 29 anos morreu. As águas transbordaram depois da passagem furacão Hanna. Os dois estavam com um grupo de pessoas próximo ao rio. Fernanda estuda na Faculdade de Ciências Naturais do Recinto do Rio Piedras da UPR e faz parte de um programa de intercâmbio, assim como o colombiano. As buscas seriam retomadas nessa manhã.
Estudante da Unesp é estuprada e morta em Guarulhos
26/05/2008 - 02:09 - da Redação
A estudante da Unesp, campus de Assis, Vanessa Kimura, de 20 anos de idade, foi encontrada estuprada e morta na noite de quinta-feira, dia 22, em um barracão abandonado distante a apenas 500 metros do aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ela estudava há cerca de dois anos no campus local da Unesp e neste feriado prolongado havia ido visitar a mãe que mora em Guarulhos.
Segundo informações da polícia, Vanessa saiu de casa no período da tarde e ligou por volta das 16 horas para a mãe, afirmando que iria fazer compras na rua 25 de Março, em São Paulo, e assim que terminasse, retornaria para casa. Por volta das 19 horas, a mãe estranhou a demora e começou a ligar em seu celular, que só dava caixa postal.
Diante disso, a mãe, cujo nome não foi revelado, acionou o seu irmão e um vizinho para que a ajudassem a procurar a filha. Após dar queixa em uma delegacia próxima do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a família visitou alguns hospitais e nada encontrou. Após retornar para casa, por volta das 22 horas, a mãe, seguindo seu próprio instinto, munida de um pequeno farolete, resolveu ir até um barracão abandonado que fica próximo de sua casa e do aeroporto de Cumbica, onde normalmente as pessoas passam para ir e retornar do trabalho.
Ao entrar no barracão abandonado, viu o corpo da filha caído, próximo de uma mesa, com sinais de estupro. “Foi uma cena chocante. Imagine uma mãe ver o corpo da filha estuprada, caída e morta”, disse emocionada. Ela contou que acionou a polícia e teve que aguardar cerca de sete horas até que a polícia científica chegasse ao local para realizar o trabalho. Logo depois, o corpo foi levado até o Instituto Médico Legal (IML) de Guarulhos onde demorou mais sete horas até que fosse definitivamente liberado para o velório e o sepultamento.
De acordo com a mãe, este barracão é um local usado para que pessoas usem drogas e como esconderijo de bandidos. De acordo com ela, várias mulheres já foram estupradas neste barracão, sem que a polícia ou as autoridades tomem qualquer tipo de providência. Ela pede às autoridades de Guarulhos a destruição deste barracão antes que outras mulheres sejam vítimas da violência de estupradores. Além disso, contou que a polícia quase nunca vai ao local, mesmo sabendo que ali é passagem de pessoas que usam aquele caminho para ir ao trabalho. “Não tem outro caminho. A pessoa necessariamente tem que passar por ali. E, em função disso, muitas mulheres acabam sendo estupradas e mortas ali”, encerrou. O sepultamento do corpo de Vanessa aconteceu ainda ontem em Guarulhos.
Texto: Sérgio Vieira